Voltei da minha semana de trabalho em Belém. Confesso que foi mais diversão do que trabalho, com direito a overdose de cinema e tudo!!!
Na primeira noite em casa, depois de quatro dias fora, dormi até as duas da manhã e depois... depois fiquei lembrando de céus.
Descobri que meu céu é uma música, não qualquer música, mas uma especial. Pode ser “sonata ao luar” do Bethoveen, ou “wake me up when september end”. Se não puder ser uma música inteira, me contento em ser uma nota, aquelas dos acordes, que não são indispensáveis, mas deixam tudo mais lindo. A segunda opção, porque sempre temos que ter uma segunda opção, é a que o meu céu é o desejo que o jack kerouak tinha em seguir para o oeste em “on the road”. Poder dizer não pra tudo e pra todos, pegar carona com desconhecidos, pular em trens em movimento, e chegar. Ainda não sei se o jack chegou, mas sei que quero ser aquele desejo de chegar.
Notas musicais e vagabundos – no sentido de quem vaga, e não nesse sentido pejorativo que a palavra tem hoje – são o meu céu. Um dia falaram que eu sou estranha, talvez com razão.
Escrito por katy às 11:29
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