Perdida em seus pensamentos ela quase não percebeu aquela árvore, linda e tão solitária quanto ela. Seu coração disparou e suas mãos ficaram trêmulas. Correu em direção à árvore e quando chegou perto ficou encantada com a sua beleza. Já tinha escutado histórias de uma árvore assim no deserto, a mais bonita do mundo, era linda exatamente porque não deveria estar lá, não tinha vida ao seu redor, mas ela insistia em continuar ali, viva, dando esperança para “pequenos príncipes” que, assim como Marina, se perdiam pelo caminho. A árvore tinha frutos tão gostosos que ela ficou ali se deliciando a tarde toda. Era uma fruta que ela não conhecia, mas tinha um sabor tão doce que não acreditou que pudesse lhe fazer mal. Matou sua sede e sua fome com aquelas frutas e recarregou suas energias embaixo da “árvore da vida”. Agora se sentia pronta pra continuar sua viagem, a noite toda se fosse preciso, só pra chegar mais rápido em casa. Ainda não sabia o que diria para sua família, mas tinha certeza de que voltar para eles era a melhor decisão que já tomara. A primeira decisão realmente pensada, refletida, diferente das outras que mais pareciam rompantes adolescentes.
Marina voltou para o carro e dirigiu sem parar, finalmente chegou em sua cidade, percorreu devagar as ruas que a levariam pra casa, olhando cada detalhe daquele lugar que tantas vezes ela pensou em abandonar para sempre. Agora estava feliz por ter voltado e não entendia porque insistiu tanto em sair dali. Quando chegou na porta de sua casa percebeu que davam uma festa, seus irmãos menores brincavam no jardim, seus amigos ouviam música na sala e todos pareciam felizes. Ela sentiu medo de entrar, então foi pelo quintal, onde pensou que não houvesse ninguém, mas sua mãe estava ali, sentada com um livro na mão. Quando olhou Marina ...
p.s.: eu dei um final pra essa história, mas depois achei que estava horrível!!!! então, deixo o fim das "aventuras da marina" com vocês.
Escrito por katy às 21:08