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a culpa é minha
primeiro por eu ser fácil. acabei acostumando ele a essa situação: ele chama e eu vou, como se fosse um cachorro que abana o rabo quando o dono quer fazer carinho. por isso ele acaba me tratando como uma coisa que ele usa quando precisa e, quando não quer, deixa de lado. depois ele pega e usa de novo e assim a vida segue... é sempre quando ELE precisa, quando ELE pode, quando ELE quer...
segundo, porque eu sou burra por ter confiado nele de novo, por ter acreditado quando ele disse que aprendeu com os erros e que a gente podia ter outro destino. ele jurou que não estava bêbado, mas hoje acho que nem lembra do que disse.
é... a culpa é minha.
p.s.: tô me sentindo um lixo, dos não recicláveis!!! não consigo entender como alguém que eu amo tanto consegue me machucar assim!!!! p.s2: acessem o clube do livro Escrito por katy às 14:17 []
Ensaio sobre a cegueira
Vi esse filme essa semana e gostaria de colocar aqui duas questões: 1ª o ser humano é uma merda mesmo!!!! (desculpem a expressão grosseira, mas não encontrei outra). Até quando todos conseguem alcançar a igualdade [cegueira] sempre existem aqueles que querem ser diferentes, os que mandam, montam nos outros, se aproveitam da situação... 2ª existe um ponto extremo que, se for alcançado, te faz ser só um ser humano, despido de tudo o que faz com que você seja você. Calma!!! Vou tentar explicar. Nós somos pessoas. Até aí tudo bem. Mas, apesar de sermos todos “pessoas”, somos diferentes. Eu sou a katy porque gosto de música clássica e de poesia, porque não esqueço certas mágoas, porque confio em quem não devia, porque amo gatos. Se eu não tivesse essas qualidades, não seria a katy. Podia até ter o mesmo nome e o mesmo rosto, mas não seria a mesma katy. Só que existem situações extremas que podem fazer com que eu deixe todas essas características pra trás. E sem elas eu sou só uma “pessoa”, capaz de entender outra pessoa sem grandes complicações. Seria capaz de beijar a pessoa que mais me machucou na vida e dizer que confio nela, eu poderia dizer isso sem receio de estar sendo falsa, porque na minha condição de “não katy”, de “pessoa”, eu entenderia o ser humano da forma mais simples que se pode entender alguém. [desculpem se não estou sendo clara]. É que quando eu vi esse filme, fiquei imaginando como seria deixar de ser “eu”, com todas as minhas dúvidas, meus medos, receios, como seria atravessar uma sala e fazer algo que representasse uma grande atrocidade para o mundo em que vivemos, só porque eu tinha a certeza de que aquilo precisava ser feito. Fiquei pensando em como seria se todos nós fossemos iguais e eu pudesse olhar nos olhos de alguém e entender o porquê de certas atitudes. Talvez um dia nós fiquemos cegos [acho que já somos]. Talvez um dia eu entenda... mas hoje não. Hoje, eu enxergo com todos os meus sentidos e na entendo, não perdôo, não confio... Tudo isso pra dizer o que?!!! Não sei. São só coisas que ficaram depois de um filme, e de uma longa semana. Escrito por katy às 21:02 []
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