
Em “O Leitor” temos uma personagem madura que troca seus conhecimentos sobre o amor pelo conhecimento literário de um menino de 16 anos. Eu acho uma troca justa, e vocês?!!!
Uma mulher inicia um menino nas artes do amor, enquanto o menino inicia a mulher nos labirintos da literatura. Mas, o filme não seria tão bom se ele se resumisse a isso, afinal de contas, quanto vale o amor hoje em dia?!!!
Em “O Leitor” eu observei mais uma vez o quanto a vida de alguém é afetada pelas atitudes de outras pessoas. Não importa se essa atitude é permitir que 300 pessoas morram queimadas dentro de uma igreja (como fez a personagem do filme) ou é simplesmente não ter coragem de dizer o que tem que ser dito.
No filme, existe uma necessidade e uma dificuldade em perdoar, essa mesma necessidade e essa mesma dificuldade que ronda a minha vida e talvez a vida de vocês.
Às vezes é tarde demais, às vezes o outro nunca se dá conta do mal que fez, às vezes o passado é trancado a sete chaves dentro de uma lata de chá, mas, infelizmente, às vezes, você leva pra sempre esse peso. O peso da minha vida se resume nesse “às vezes”...
p.s. o mais estranho nisso tudo é que o perdão pro outro acaba sendo o perdão pra si mesmo.
Escrito por katy às 21:37