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Bestilde X "Moleque"
Bem, como já acompanho o blog “mulé é um bicho burro mermo” há algum tempo, tenho até o livro, me permiti escrever esse texto como uma típica burralda. Bestilde terminou um relacionamento de 4 anos (entre idas e vindas) e decidiu dar um novo rumo pra sua vida. Começou em um novo emprego, tomou um banho de loja (moda basic), mudou de cidade, aceitou desafios “indesafiáveis”, resumindo, ergueu a cabeça e resolveu caminhar com passos firmes. Depois de 4 anos, repito, entre idas e vindas, era mais que natural que Bestilde quisesse dar um tempo do sexo oposto, tempo esse que durou 3 meses... ela deveria ter esperado mais, bem mais!!! Porém, no entanto, todavia,... eis que surge “moleque” na vida de Bestilde, um moleque com certos predicados, e como Bestilde já estava de “luto” há 3 meses, e o “moleque”, aparentemente, era um homem legal (as aparências enganam), Bestilde resolveu aposentar o “luto” e ir se estrepar mais uma vez. Bestilde se envolveu com “moleque” por 2 semanas. Abre parênteses: “moleque” disse que não tinha namorada. Fecha parênteses. Depois dessas 2 semanas, “moleque” se afastou de Bestilde e ela, nem tão besta assim, percebeu. Como não tinha rolado aquele coração acelerado nem aquela secura na boca, Bestilde ficou na sua e deixou “moleque” de lado. Os dois continuaram se tratando bem, como amigos, só não rolava mais a pegação. Mas, o pior ainda estava a caminho. Bestilde passou por um momento difícil e pensou que poderia dividir suas preocupações com “moleque”. Tentou conversar com ele e foi absurdamente destratada, ofendida, tendo que ouvir coisas como: “o que eu tenho a ver com isso?” Tudo bem, Bestilde engoliu o choro, estufou o peito, colocou seu orgulho no último degrau do céu, virou as costas e mais uma vez deu passos firmes. Depois desse episódio, Bestilde gostaria de não ter mais o desprazer de falar nem ver “moleque”, mas isso era impossível, pois os dois trabalhavam juntos. Poucas horas depois desse episódio, Bestilde e “moleque” estavam se falando normalmente e a noite ele pediu o celular de Bestilde emprestado. Como ela não gosta de guardar mágoa, emprestou o celular, achando que ele queria resolver alguma coisa relacionada ao trabalho ou até mesmo falar com sua família (santa ignorância). “Moleque” ligou para sua NA-MO-RA-DA (que ele disse que não tinha) e Bestilde ouviu a conversa (era impossível não ouvir). Ela teve que escutar os “eu te amo”, “estou com saudades”, “te vejo no fim de semana”,... Bestilde, nesse momento, podia ter cuspido fogo de tão irritada que ficou. Ela pensou: “poxa, ele me ofendeu (não dá pra contar tudo aqui no blog, mas ele ofendeu sim!!!), e ainda tem a cara de pau de usar o meu celular pra falar com a namorada, que ele disse que não tinha!!!! Arrrggggggg Bestilde respirou fundo e foi dormir. Na manhã seguinte ela pediu seu celular para “moleque” e ele devolveu sem nem ao menos dizer obrigado. Quando Bestilde estava saindo, “moleque” pediu o celular de volta para apagar o registro da chamada, como se ela fosse capaz de ligar pra namorada dele e dizer o quanto ele é safado!!! Na hora do almoço, “moleque” disse pros 4 cantos do mundo que precisava aprender uma música até o fim de semana pra cantar pra namorada dele, e advinha quem tinha a música no celular, e advinha quem passou a música pro celular dele: BES-TIL-DE!!!!! (tô até com pena dela). Bestilde precisava conviver com “moleque” por mais 1 mês e meio, por causa do trabalho e não sabia como fazer isso. Na verdade ela sabia sim, ia fazer a mesma coisa que sempre fez quando alguém a magoava: levantar a cabeça e continuar, porque ela já havia decidido não mais perder tempo com quem não merece. Como disse uma vez Adriane Galisteu: “quem dorme com criança, acorda molhado”. Escrito por katy às 14:48 []
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