|
Desistindo de amores antigos
Ano passado tentei a seleção pro mestrado em literatura, passei nas provas teóricas, mas meu projeto não foi aprovado. A minha proposta era relacionar literaturas e fotografias em suas funções de objeto estético e de documento histórico. Queria servir aos meus dois amores: literatura e fotografia. Mas, como naquele ditado que diz que não podemos servir a dois senhores, esse ano me vejo obrigada a escolher entre um dos meus amores para, quem sabe, ter uma chance maior de ser aprovada na seleção. Na verdade, não tenho escolha, pois na universidade pra qual prestarei a seleção, não existe um professor disposto a orientar um trabalho que possua esse corpus [literatura e fotografia]. Por isso, tirei do projeto toda parte relacionada a imagens e deixei somente o que diz respeito à literatura. Agora, preciso passar primeiro na prova teórica para que meu projeto seja analisado. Sinto como se estivesse me traindo, abrindo mão do que realmente quero, só pra ter um título de mestre. Eu amo literatura, é algo que me dá muito prazer. Mas, a fotografia sempre teve um significado especial na minha vida e agora eu sinto que ela é como aquele filho desejado que nunca veio ao mundo, como aquela chuva de verão que não toca o chão, como um poema que nunca nasceu. Me inscreverei na seleção amanhã, sexta-feira 13... não sou supersticiosa, mas adoraria que isso me trouxesse sorte. Torçam, por mim!!!!!!!!
p.s.: Chico, me perdoe você também. Você é o amor mais difícil de desistir. No papel, posso até ter te trocado por certo paraense, mas você sempre será o meu “amante” e é em suas linhas que eu me delicio.
Escrito por katy às 23:34 []
Eu te uso e você me usa
Hoje eu estava conversando com uma amiga sobre os relacionamentos por interesse. Pra mim, qualquer relacionamento é por interesse, e isso não é necessariamente uma coisa ruim. Se eu sou amiga de alguém é porque esse alguém tem algo a me oferecer: um ombro amigo, conselhos, palavras de ânimo, um bom papo,... não conseguiria ser amiga de alguém que eu achasse fútil, vazio, sem graça. Mas, com certeza esse alguém, fútil, vazio e sem graça tem um amigo que não vê esses defeitos que eu vejo, um amigo que também encontra nele algo que possa ser “usado”, que desperte interesse. A mesma coisa acontece com os relacionamentos amorosos. Enquanto o outro te oferece algo, você o ama. Esse amor vai diminuindo na mesma freqüência que ele vai mudando e deixando de ser aquela pessoa com quem você podia contar. Deve ser por isso que não acredito em “amor pra sempre”, porque todo mundo muda, pra melhor ou pra pior, mas sempre há mudanças. Você tem “uma coisa” no começo do relacionamento e quer que ela dure pra sempre, porque é interessante pra você que ela dure pra sempre, se não fosse, você não teria começado o relacionamento. Papo estranho para um sábado né?!!! Mas, o que eu queria dizer mesmo é que nem sempre “usar alguém” deve ser considerado ruim e que interesse nem sempre é financeiro.
p.s.: Blog de imagens Escrito por katy às 16:11 []
|